José Carlos Blat, o promotor herói. Ou não.

Posted on 24 de janeiro de 2013

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José Carlos Blat. Promotor do Caso Bancoop, do caso Favela Naval e de tantos outros. Ex-membro da GAECO (Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado – uma espécie de tropa de elite do MP). Daquela leva dos que se auto-intitulam “promotores-heróis”. Como membro do Ministério Público, crê ser o porta-estandarte da Justiça, arauto da moral, atuando, como determina nosso Direito, a custos legis, ou “fiscal da Lei”. Ou pelo menos era essa a intenção.

Infelizmente, carece de agilidade quando a tarefa é fiscalizar. Credibilidade e moralidade também são colocadas em xeque. Assim como Demóstenes Torres se dizia paladino da Justiça e foi desmascarado, parece que José Carlos Blat segue pelo mesmo caminho. Até vínculo com bicheiro há suspeitas dele ter – suspeitas.

Blat se arrumando pra foto

Blat se arrumando pra foto

Tal como grande parte do MP Paulista, Blat é tucano. Se não de carteirinha, ao menos de coração. E o pior de tudo: é miditático. Ao ver uma câmera, já arruma o penteado. Pra piorar a situação, confunde Judiciário com Executivo e acha que sua missão está no âmbito da política.

Como PSDBista que é, ao saber João Vaccari (Tesoureiro Nacional do PT) presidia a Bancoop, correu à imprensa. Para atuar como fical da Lei? Não, para criar fatos que direta ou indiretamente afetassem o PT. Falou, falou, falou muito para algumas publicações de grande circulação, e a denúncia, que é o principal, ofereceu somente três anos depois. SEM PROVAS CONCRETAS da sua inverídica afirmação de que o Bancoop havia desviado R$100 milhões e deixado mais de 3 mil cooperados na mão.

Abusou o quanto quis do meio midiático para maldizer o PT e alguns de seus dirigentes. De tanto alarde que fez – ­­­­­­na mídia, não na denúncia, tomou até puxão de orelha do Juiz Carlos Eduardo Lora Franco, que presidia a causa. Segue trecho:

“O Ministério Público e o Poder Judiciário são, antes que tudo, instituições de Estado, e não de governo. Assim, é imprescindível que sua atuação fique acima de circunstâncias ou convicções políticas.

“E não basta que cada integrante destas instituições exclua internamente suas convicções políticas de influência em suas atuações. É imprescindível também que fique absolutamente claro, para toda a sociedade, que suas atuações são isentas de outros interesses que não os decorrentes de suas próprias atribuições institucionais.”

Para não dizer que não falamos das flores, vamos relembrar alguns highlights de sua carreira enquanto Promotor:

  • Foi afastado do GAECO por condutas duvidosas (tentou se livrar de multas do DETRAN abusando de sua posição no MP e usou veículos oficiais do GAECO fora de São Paulo –segundo algumas agências de notícia, com um criminoso dirigindo);
  • Na sua “guerra antipirataria”, preferia o encalço de pequenos contrabandistas, enquanto “estranhamente” lhe fugia aos olhos condutas criminosas faraônicas do famoso Law Kin Chong. Coincidentemente, recebia diversas visitas da advogada do contrabandista chinês no GAECO. Segundo ele, para colher informações. Até onde se sabe, informações podem ser passadas por telefone ou e-mail, a não ser que as mesmas não sejam de interesse das investigações, não é mesmo?
  • Em suas ações contra desmanche de veículos roubados, alguns promotores afirmaram que uma seguradora indicava ao MP quais locais deveriam ser invadidos e quem deveria ser preso. Nessas ações três funcionários dessa seguradora apresentavam-se como peritos. Todo o estoque era apreendido e, em vez de seguir para a polícia, a maior parte das peças era desviada para um depósito de terceiros.
  • Blat mora num apartamento de Alfredo Parisi, que já foi condenado por bancar o jogo do bicho;
  • Antes de se tornar promotor, foi sócio do filho de Ivo Noal, outro banqueiro do bicho.

Isso, claro, é só um aperitivo. A Corregedoria do MP, que talvez tenha descoberto mais podres que a gente possa imaginar, tenta arquivar o caso para jogar a sujeira debaixo do tapete e não manchar o nome da Instituição. Mas esse é o nosso real Ilustríssimo Promotor de Justiça. E aqui não constam opiniões, e sim fatos. Realizando uma busca rápida no Google pelo nome do Promotor vocês conferem que as notícias são pra lá de negativas.

E com um passado suspeito desse, dispensável falar que toda a sua ação contra o PT (que não é contra a Bancoop, a bem da verdade) não passa de militância tucana. Blat se aproveita de um cargo público para, como bem disse o Meretíssimo Juiz de Direito, fugir da atuação que fique acima de circunstâncias ou convicções políticas.

Com informação dos blogs Amigos do Presidente Lula, Desabafo Brasil e (por incrível que pareça) da Revista Veja

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