Haddad vai adaptar programas de habitação para incluir áreas do centro de São Paulo

Posted on 14 de janeiro de 2013

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Governo social pensa diferente. Governo social trata de invasões pelo ponto de vista humano, não simplesmente jurídico, policial ou de negócios.

Os representantes dos movimentos por moradias se reuniram com o prefeito de São Paulo, Fenando Haddad na noite da última terça-feira (8). O encontro durou mais de duas horas e ao final o prefeito disse que está iniciando a adaptação de programas federais para disponibilizar moradias no centro da cidade.

Segundo Haddad: “Nós estamos em negociação com o governo federal, inclusive, pensando na adaptação do programa que não foi pensado para os centros das grandes regiões metropolitanas. Porque o pressuposto do programa é a terra, que o município não tem. Portanto, nós temos que conformar o programa para a realidade de São Paulo”, disse.

Segundo o Coordenador da União dos Movimentos de Moradia de São Paulo, Sidney Pita, existem mais de 20 imóveis ocupados por movimentos sociais na cidade. Mas as ações poderão ser repensadas, caso a prefeitura avance satisfatoriamente na redução do déficit habitacional. Os movimentos sociais pedem 25 mil moradias para as famílias sem teto.

Apesar de ressaltar que não é o momento de colocar o prefeito contra a parede, o representante da Central dos Movimentos Populares, Luiz Gonzaga da Silva, disse que, por enquanto, as ocupações devem continuar a ocorrer. “As ocupações vão continuar ocorrendo em áreas do governo federal, estadual, particulares. Não retaliando esse ou aquele governo. Porque as áreas que não cumprem a função social da propriedade, nós temos que fazer que elas passem a cumprir”.

Haddad disse que o plano de habitação será construído “a quatro mãos” e irá contemplar todos os segmentos da sociedade. “No âmbito do diálogo com as entidades, existe o Programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades. É exatamente para cumprir essa função de dar respaldo para os movimentos organizados”, declarou.

Governo social trata os pobres com dignidade, não na base da porrada. A questão da moradia é séria.

 Com informações da Agência Brasil

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