Habitação: Um novo tempo para São Paulo

Posted on 3 de janeiro de 2013

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Foto: Alex Vieira/Futura Press/Estadão Conteúdo

Foto: Alex Vieira/Futura Press/Estadão Conteúdo

2013 será um ano de mudanças em São Paulo. Nesta terça-feira, 1º de janeiro, tomou posse o novo prefeito, Fernando Haddad, deixando para trás oito anos de retrocesso administrativo e político que tomou conta de nossa cidade nas administrações Serra e Kassab.

O trabalho será duro e enfrentará muitas dificuldades. A primeira delas é a desconfiança da população quanto à política, ao sistema corrompido já embrenhado nas engrenagens do poder e também a má vontade e perseguição da grande imprensa. Para se ter uma ideia de que lado está a mídia, Haddad conseguiu, já no seu primeiro dia como prefeito, trazer de volta as críticas à administração municipal, que estavam fora de moda há oito anos.

Haddad prometeu derrotar a nefasta especulação imobiliária na cidade, responsável por muitos problemas atuais de moradia que enfrentamos. É ela que gera o problema da “combustão-espontânea” nas favelas mais bem localizadas, empurra os pobres cada vez mais para a periferia para construir, no centro, empreendimentos imobiliários com o metro quadrado absurdamente caro e seus “terraços gourmets” de mau gosto e aquelas entradas de condomínio clássicas no maior estilo “neocafona”.

A urbis deve ser toda habitada, não deve haver bairros fantasmas aos finais de semana, como os da região central, dominada pelo comércio e com muitos espaços vazios, onde poderia muito bem serem construídos prédios populares para aproximar o trabalhador do emprego. Terrenos subutilizados em áreas nobres precisam ter incentivos para construções para todas as faixas de renda. A periferia precisa deixar de ser apenas “dormitório”. A aproximação entre o centro e o subúrbio tende a pulsar desenvolvimento e progresso para toda a cidade.

Kassab e Serra não deixam saudade. Deixam problemas, muitos. Favelas queimadas, indenizações não pagas, títulos de propriedade não entregues, despejos, violência policial contra moradores de rua e sem-teto, corrupção na secretaria de obras, shoppings irregulares, obras inacabadas e por aí vai… Teremos muito tempo para comparar e apontar as mudanças.

O povo foi sábio e mudou. Agora será um exigente fiscal.

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