Antônio Ferreira Pinto pede exoneração da Secretaria de Segurança Pública de S.P

Posted on 21 de novembro de 2012

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Antônio Ferreira Pinto, que comandava a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, pediu exoneração do cargo; governador Geraldo Alckmin insistia em mantê-lo diante da onda de violência no Estado, alegando que uma troca geraria mais insegurança à população e falha em sua administração; troca foi feita depois de uma madrugada com dez mortos e 13 feridos, maior que a recente média diária; quem assume é Fernando Grella, ex-procurador da Justiça

Depois de mais de cinco meses de violência vivida no Estado, o Secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, pediu exoneração do cargo. Ele vinha sendo criticado por declarações polêmicas sobre a guerra recente entre a Polícia Militar e a principal facção paulista, o PCC (Primeiro Comando da Capital), e sofria resistência dentro da corporação desde que assumiu o comando da Secretaria. Em seu lugar, assume o ex-procurador geral de Justiça Fernando Grella.

O governador Geraldo Alckmin já busca outros três nomes para substituir Ferreira Pinto antes da onda de criminalidade dominar São Paulo, em maio. Depois que as noites de violência foram ficando mais frequentes, porém, o tucano decidiu mantê-lo. Segundo ele, uma troca neste momento signifcaria mais insegurança para a população e erro estratégico de sua administração. Depois de uma madrugada com ainda mais mortes do que a média diária vinha registrando, o Secretário finalmente foi trocado. Entre os discursos que dava, Ferreira Pinto costumava garantir à população paulista que tudo estava sob controle e que o PCC era uma organização falida.

 

 

Fernando Grella, novo Secretário de Segurança Pública

Chacina na Grande São Paulo

Na madrugada de terça para quarta-feira, dez pessoas foram assasinadas, 13 ficaram feridas e um ônibus foi incendiado na região metropolitana de São Paulo. Num dos casos, um adolescente morreu depois de balear um policial militar em uma tentativa de assalto na zona leste da capital. No município de Itaquaquecetuba, três pessoas morreram e uma sobreviveu a uma chacina na noite de ontem. Um ônibus foi incendiado na zona leste da capital.

Em Guarulhos, cinco homens foram baleados – um deles morreu – enquanto estavam na frente de um bar. Os ataques vieram de pessoas encapuzadas que estavam em duas motos. Houve confrontos com a polícia em Diadema, onde um suspeito ficou ferido, e Ferraz de Vasconcelos, onde um homem armado de metralhadora trocou tiros com policiais e morreu. Dois adolescentes também foram baleados e morreram em Osasco. O autor dos disparos não foi identificado. Na capital, uma pessoa morreu e três ficaram feridas.

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