Demóstenes Torres inelegível até 2027

Posted on 11 de julho de 2012

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Demóstenes Torres acaba de marcar seu nome na história da política brasileira.

O senador foi cassado por ter emprestado seu mandato aos interesses do bicheiro-bandido Carlinhos Cachoeira. Foram 56 votos a favor, 19 contra e 5 abstenções.

Demóstenes está inelegível até o ano de 2027.

Veja as frases do senador, antes e depois de sua cassação:

“Nada fiz para envergonhar o senado”

“Diante do pré-julgamento público que o partido fez, comunico minha desfiliação do Democratas”

“A tática dos detratores é implodir, vagarosamente, o edifício da probidade, erguido ao longo de décadas de trabalho, esforço e dedicação”

“Aproveito para me desculpar com as senhoras senadores e com os senhores senadores que de alguma forma se sentem decepcionados comigo, eu tinham de mim uma imagem e ele se dissipou nos 125 dias  de noticiário incessante. Peço perdão pelos constrangimentos que porventura causei”

“Minha saga, a cada fim de noite mal dormida, é buscar em jornais, blogs e TVs os cacos de minha biografia”

“Compreendo as razões de alguns me evitarem, pois a sanha punitiva crava suas garras até sobre quem estende a mão para me cumprimentar”

“Na mídia, aparece contra mim um incrível repertório de ofensas, em uma quantidade inédita de aleivosias assacadas á moral de uma pessoa”

“Há celeridade em  jogar para os leões  o corpo esquálido que há 125 dias sangra nas manchetes”

“Está passando da hora de ouvir Carlinhos Cachoeira, não nas escutas gravadas, mas ao vivo. Seria útil para aclarar diversas passagens”

“O relatório analisado pode ser tudo, menos constitucional. Como pode ser considerada constitucional uma apreciação subsidiada em provas cuja colheita se rasgou a Constituição?”

“Esta Casa vai votar um projeto de resolução que determina a perda do meu mandato. Se ele for aprovado, será a maior injustiça do Parlamento brasileiro”

“Será injusto porque é inconstitucional, já que desde o início violou o princípio do juízo natural e, agora, se está violando o princípio de ampla defesa”

“A verdade é que não quebrei o decoro parlamentar, não cometi ilegalidades, não menti em discurso no Plenário do Senado”

“Agora sobrevivente de uma atrocidade sem precedentes, me sinto mais maduro para legislar”

“Sou a vítima da vez, e isso me custou a paz e a tranquilidade”

“É intolerável que  sob qualquer critério que o presidente utilize a estrutura funcional do Congresso para cometer crimes”

“Defendo sempre a expulsão sumária”

“O presidente da República, na realidade, é o pizzaiolo, e a pizza vem sendo servida pelos senadores do Conselho de Ética”

“A imagem do senado, hoje, é a de um pau de galinheiro”

“Realmente, os políticos estão perdendo a vergonha na cara”

“Aqui não é FlaXFlu,  é uma Casa de Leis”

“Pode me grampear à vontade, não vão encontrar nada, isso não vai me intimidar”

“Não faço parte nem compactuo com qualquer sistema ilícito, não integro organização ilegal nem componho algo do gênero”

Não fará falta no plenário do Senado.

Quem assume a vaga deixada por Demóstenes Torres?

A vaga será ocupada por Wilder Pedro de Morais (DEM-GO), secretário de Infraestrutura de Goiás e ex-marido de Andressa Mendonça,  mulher do bicheiro Cachoeira. Ele também é dono da construtora Orca, com sede em Aparecida de Goiânia e figura entre os nomes que aparecem na prestação de contas de Demóstenes, ele fez uma doação de R$700 mil para a campanha do então democrata, inscrita no TSE. Em suma, é sócio-proprietário de 24 empresas, mas na declaração de bens ao TSE aparece 15 empresas. Teriam ficado de fora dois shopping centers, um em Goiânia e outro em Anápolis. O nome de Wilder também aparece nas investigações da Operação Monte Carlo, que levou o contraventor Carlinhos Cachoeira à prisão, em fevereiro deste ano.

Se declinar, quem fica com a vaga é o empresário goiano José Eduardo Fleury Fernandes.

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