Jornalistas reacionários criticam pressão da CUT

Posted on 10 de julho de 2012

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Contradição: jornalistas e colunistas que ditam a agenda do STF reagem as declarações de Vagner Ferreira, novo presidente da CUT, que promete colocar trabalhadores nas ruas para protestar contra o julgamento político e não técnico, do mensalão. A reação dos jornalistas que condenam os movimentos sociais e populares foi dentro do esperado. Eliane Castanhêde chamou a maior central sindical do país de “Central Única dos Aloprados”.

Noblat, Merval Pereira e Eliane Castanhêde, sempre foram contra e condenaram os movimentos sindicais e populares. Os três, assim como outros jornalistas e colunistas dos veículos de comunicação mais reacionários do país, ditam a agenda do STF e de outros órgãos do poder judiciário. Há tempos eles estão pressionando o STF para fazer o início do julgamento do mensalão e, o intuito máximo é fazer uso político-eleitoral do caso nestas eleições. A mesma imprensa fez pressão para acelerar o julgamento do chamado “mensalão”, jamais se pronunciou sobre o Mensalão mineiro (esquema de corrupção comprovado e criado para abastecer a campanha tucana), que nasceu pelas mãos de Eduardo Azeredo e Aécio Neves, em Minas Gerais. Nota-se a isenção partidária dos veículos de comunicação do país.

Há anos a VEJA tenta desmoralizar os movimentos populares e sindicais

Do Mensalão Mineiro ninguém fala nada

Com a BANCOOP não foi diferente. Foi grande a pressão feita pela imprensa. Antes mesmo de oferecer denúncia ao Ministério Público de São Paulo, José Carlos Blat foi aos jornais proferir acusações contra a BANCOOP e seus dirigentes. A revista Veja foi uma das grandes disseminadoras do caso e, em momento algum permitiu que a cooperativa apresentasse sua versão dos fatos, cerceando assim a BANCOOP do direito de defesa. A revista fez publicações de acusações inconsistentes e sem provas. Até hoje, as denúncias feitas por José Carlos Blat não foram comprovadas e, os depoimentos prestados pelos cooperados durante a CPI instaurada em 2010, confirmaram a inexistência de fraudes por parte da cooperativa.

Estes mesmos veículos de comunicação que achincalharam a cooperativa, jamais noticiaram a homologação do acordo judicial celebrado entre a BANCOOP e o MP ou mesmo rejeição da Justiça para pedido de intervenção.

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