Todo ano eleitoral, a ala tucana do MP-SP lança factóides sobre a Bancoop

Posted on 29 de junho de 2012

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Deu no Estadão:

A Justiça rejeitou liminar pleiteada pelo Ministério Público Estadual que, em ação civil, pretendia a intervenção e o afastamento imediato da cúpula da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), além do bloqueio de bens de seus dirigentes. “Inviável a concessão da tutela de urgência pleiteada”, destacou o juiz Rodrigo Cesar Fernandes Marinho, da 4.ª Vara Cível. “Em que pese a relevância do direito alegado, não há como reconhecer, por ora, a existência de prova inequívoca da necessidade de imediata intervenção ou mesmo de bloqueio de bens e valores.”

Comento:

Desde 2006 a Bancoop passou por investigação do Ministério Público (MP), o que acabou por celebrar um acordo judicial com a Promotoria do Consumidor do MP, resultando em termos de compromisso visando equacionar os interesses dos cooperados.

Mesmo antes disso, a Bancoop inciou um processo de saneamento e reestruturação, para corrigir custos mal dimensionados no lançamento de edifícios (desequilíbrio financeiro de empreendimentos), e também deficiências de governança anterior.

Pelo fato da Cooperativa ter sido fundada por bancários de São Paulo, onde há muitos sindicalistas aliados ao PT, desde então, todo período eleitoral, setores do MP promovem medidas de impacto eleitoral e midiático, rejeitadas pelos juízes por falta de fundamento jurídico, e até na contra-mão dos próprios acordos celebrados anteriormente com outros membros do Ministério Público.

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