Atuação de Blat como promotor merece punição e investigação

Posted on 25 de abril de 2012

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“Vazamento merece pena de morte” – Foi usando esta frase que Tito Amaral, promotor de Justiça em Goiás, expressou sua posição quanto ao vazamento de informações que comprometem as investigações feitas para apurar a relação entre seu ex-chefe Demóstenes Torres e o contraventor Carlinhos Cachoeira.

Tito Amaral pediu “pena de morte” para os procuradores da República responsáveis pela Operação Monte Carlo, por conivência e por responsabilidade no vazamento de informações que apontam a ligação entre o senador e o bicheiro.

A declaração de Tito foi feita durante uma sessão do conselho que votava um processo contra Mateus Baraldi Magnani, procurador da República em São Paulo, que concedeu em 2009 uma entrevista coletiva à imprensa que, de forma detalhada, falava da condução das investigações sobre um suposto superfaturamento em obras do Complexo Viário Rio Baquirivu, localizado na Grande São Paulo. Tito votou pela punição mais severa – a demissão do procurador, que acabou sendo revertida numa suspensão de 90 dias.

Para o promotor de Justiça, Mateus “não fez nada” em referênciaà atuação dos procuradores da República na Operação Monte Carlo que corre em segredo de Justiça, mas que tem sido pautada pelo constante vazamento de informações na imprensa. O conselheiro pediu a abertura de investigações para apurar quem são os responsáveis pelos vazamentos.

Blat não “entendeu” que o caso BANCOOP corre em segredo de Justiça?

José Carlos Blat é o responsável pelo inquérito que corre em segredo de Justiça para investigar a BANCOOP. Se Tito Amaral rechaçou a atuação dos procuradores da República na Operação Monte Carlo, é porque ainda não sabe da postura de Blat. Vejamos os erros cometidos por Blat na investigação que corre em segredo de estado

  • Foi até os veículos de comunicação tecer acusações contra a BANCOOP e seus dirigentes antes de formalizar sua denúncia junto à Justiça.
  • Ao fazer apenas a “denúncia” midiática, impediu a Bancoop de exercer seu direito de defesa.
  • Fez claro uso político-eleitoral do caso, especialmente no ano de 2010, durante as eleições presidenciais.
  • Levou 3 anos para formalizar sus denúncia no MP e ainda assim, não apresentou provas que comprovassem suas acusações.
  • Não permitiu que a cooperativa apresentasse sua defesa nos autos do processo, já que não convocou seus dirigentes para prestar esclarecimentos.
  • Prestou depoimento na CPI da Alesp sem fazer o juramento que o obrigaria a falar somente a verdade sobre os fatos.
  • Na última sessão da CPI, o promotor distribuiu CDs com a denúncia para a imprensa que assistia à sessão. Entretanto, anteriormente, não fez o mesmo quando solicitado por parlamentares petistas. O material é um relatório do promotor que não conta com provas contra a cooperativa e seus dirigentes.

Blat deve ser punido e investigado

Vimos que por muito menos, o procurador Mateus Baraldi Magnani foi punido. Mas, José Carlos Blat, que claramente usa seu cargo para militar pelas causas tucanas, permanece intocável.

Sua atuação como promotor do “Caso BANCOOP” merecia não apenas punição, mas também, investigação.

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