Reinaldo Azevedo critica a Justiça, mas continua a militar pelo PSDB

Posted on 19 de março de 2012

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A crítica que Reinaldo Azevedo, colunista da revista VEJA, fez à atuação de representantes de categorias de estado, como o poder judiciário, veio em boa hora. O colunista pede em especial aos estudantes de direito que reflitam a respeito. A crítica feita no artigo mais parece uma acusação – Reinaldo num discurso acalorado, afirma que existem juízes, promotores, procuradores e defensores públicos que atuam como militantes de algumas causas, deixando assim, de operar leis a favor da maioria da população e perdendo a isenção. Concordamos em partes com Reinaldo, as dúvidas ficam por conta das contradições do colunista. Antes de publicar este artigo, o colunista havia condenado a manipulação da opinião pública. Vamos lá.

“A Janela de Overton” – Especialidade da Veja e de Reinaldo

Reinaldo, num de seus artigos, havia falado sobre “A Janela de Overton” – Como fazer a opinião pública  se deslocar de um ponto para outro ignorando o mérito da questão. Por meio da utilização de infográfico e referenciando alguns autores que conceituaram o tema, o colunista fala sobre a manipulação ou operação que fazem (políticos) da opinião pública acerca de algum tema que não é assimilado pela maioria de forma positiva. É como se um líder, um político defendesse uma bandeira que a maioria é contra, mas, para não entrar num embate com a maioria, adota, por exemplo, um discurso diferenciado ou com posições que lhe coloquem no caminho da neutralidade. Exemplifica a questão falando sobre o aborto, e, infelizmente mente falando que os dados apresentados não são reais. Depois, aponta outra forma de manipular a opinião pública, que é classificar os que se opõem à determinada causa de “reacionários, conservadores e avessos ao progresso”. Neste momento Reinaldo fala de si mesmo e do grupo midiático a que pertence. Aproveita, logicamente, para mais uma vez defender suas posições reacionárias e só.

Reinaldo Azevedo critica o poder judiciário

O artigo de Reinaldo resume-se ao pensamento de que quando juízes, promotores, defensores públicos ou promotores, militam por alguma causa, para mobilizar a sociedade, deixam de defender e operar a lei a favor da população. Passam a trabalhar movidos a causas ligadas a siglas partidárias ou grupos minoritários, e tornam-se políticos. Diz ainda que a mobilização deve ocorrer, mas que deve ficar por conta da sociedade e que apenas assim as instituição públicas não perdem seu equilíbrio, neutralidade e soberania.

Concordamos em muito. Mas será que os apontamentos feitos por Reinaldo Azevedo valem para qualquer caso?

Após a mídia tentar transformar a vitória da BANCOOP no TJ em algo negativo com manchetes falsas e alardeadoras, alguém do MP “soltou” uma nota sobre a validação do acordo. Claramente queriam dar suporte ao que foi publicado pelo Estadão e pra VEJA.

Pergunta – Neste caso, o procurador Rossini Lopes, anteriormente derrotado da tentativa de anular o acordo da BANCOOP como o MP, pode ser considerado um militante?

A revista VEJA e o jornal ESTADÃO noticiaram a decisão do TJ que validava o acordo da BANCOOP com o MP fazendo uso político do caso. Esconderam o principal, que foi a validação do acordo da BANCOOP com o MP, e, pior, usaram os nomes de Haddad, João Vaccari e do PT para polemizar a questão, numa óbvia tentativa de fortalecer a candidatura de SERRA em detrimento da candidatura petista.

Pergunta – Neste caso, quem militou mais a favor de SERRA – OEstadão que em sua publicação levou Haddad para o banco dos réus, ou a VEJA que reproduziu a matéria desonesta?

José Carlos Blat, o promotor do Caso BANCOOP

José Carlos Blat, promotor do “Caso BANCOOP”, classificou a cooperativa como “Organização criminosa cuja principal finalidade é arrecadar fundos para o Caixa 2 do PT”. Esta frase foi dita repetidamente em veículos de comunicação. Blat teve bem mais que 15 minutos de fama tanto na TV, quanto em jornais e revistas.

Reinaldo, responda se for capaz – O que é isso se não for militar?

Por fim

Onde está o erro maior, em representantes de categorias públicas, ou em veículos de comunicação que militam por causas e em favor de partidos políticos?

Seus apontamentos valem para a BANCOOP, ou , a democracia que você prega é baseada em “dois pesos e duas medidas”?

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Posted in: Grande Mídia