Bruno Covas do PSDB começou cedo

Posted on 13 de março de 2012

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Bruno Covas, deputado estadual (PSDB – SP) licenciado, atualmente é secretário de meio ambiente na gestão de Geraldo Alckmin. Se o ex-governador Mário Covas, avô do secretário, terminou sua carreira pública tendo o nome respeitado, Bruno Covas não trilha os mesmos passos. Um dos mais jovens quadros do PSDB já possui um leque considerável de motivos para ser contestado, um deles, é seu envolvimento na venda de emendas parlamentares. Talvez seja por isso que, o até então deputado tenha se empenhado tanto no Caso BANCOOP, o qual ele foi relator da CPI. A intenção era desviar o foco.

O Escândalo – Venda de Emendas na ALESP      

Bruno Covas foi relator do orçamento que estipulava o valor de R$ 180 milhões para emendas, nos anos de 2010 e 2011. Com 94 deputados estaduais, a cota anual foi estabelecida em R$ 2 milhões para cada parlamentar.

No final do ano passado, o deputado estadual do PTB, Roque Barbieri denunciou o escândalo da venda de emendas na ALESP – Assembleia Legislativa de São Paulo, prática irregular cometida por cerca de 30% dos parlamentares, em sua maioria membros do PSDB, sigla tucana.

Bruno Covas e o recorde de emendas

Bruno Covas é um dos envolvidos. Só em 2010 (ano eleitoral), o deputado conseguiu a liberação de R$ 9,6 milhões em indicações, um valor quase cinco vezes maior que a cota anual, ou ainda, o equivalente a 5 anos de exercício parlamentar. O valor pode ser verificado no site do deputado licenciado. De 2007 até 2011, Bruno Covas teria empenhado o valor total de R$ 14,8 milhões. Os valores teriam sido usados em redutos eleitorais do deputado, para consolidar e aumentar os votos.

Falta de transparência do PSDB

O governo do estado de São Paulo escondeu as emendas de Bruno Covas e de outros deputados do PSDB na relação que apresentou no dia 4 de novembro de 2011, a medida visava evitar constrangimentos.

Bruno Covas não conseguiu se explicar

Bruno Covas se perdeu ao tentar explicar os valores utilizados durante o ano eleitoral de 2010. Em uma de suas declarações disse que um prefeito do interior do estado chegou a lhe oferecer uma comissão de 10% sobre uma emenda de R$50 mil. Bruno voltou atrás. Disse apenas teria ilustrado o caso com um exemplo e não com um caso concreto.

Manobras tucanas livram a pele de Bruno Covas e de outros tucanos

Ao contrário de diversas “denúncias” feitas por grandes veículos de comunicação, a CPI das emendas não emplacou na ALESP. Dos 94 deputados estaduais, apenas 28 não pertencem a base aliada de Geraldo Alckmin. Para que a CPI fosse instalada, havia a necessidade de se obter 32 assinaturas. Roque Barbiéri conseguiu 30.

 A comissão do Conselho de Ética encerrou suas investigações sobre a venda de emendas parlamentares antes do manifesto pró-CPI, um ato organizado por diversos movimentos sociais que pediam que fosse instalada a CPI para apuração dos fatos e punição dos culpados. No dia do encerramento foi aprovado um relatório com 16 linhas destinadas à conclusão da apuração – o documento elaborado por José Bittencourt (PSD), não cita o nome de nenhum envolvido. O colegiado do Conselho de Ética não ouviu Roque Barbiéri e nem Tereza Barbosa, presidente de uma ONG que admite conhecer as táticas usadas pelos deputados para desviar verbas.

Desta forma, deixaram de apurar quem são os 30% de parlamentares, prefeitos, empreiteiras e as fraudes cometidas no escândalo da venda de emendas. Mais uma CPI engavetada pelo PSDB de São Paulo e seus aliados.

Uma pena, já que, a imagem da ALESP fica ainda mais comprometida.

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