Campanha eleitoral de SP tem pontapé inicial na Bahia

Posted on 1 de março de 2012

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Se uns adiam o verdadeiro começo de ano para depois do carnaval, outros aproveitam para antecipar a campanha eleitoral e a propaganda política.

Na última terça (28/02), a Tribuna da Bahia, ligado a ACM, fez uma publicação, “As minas da corrupção”, artigo que tem Luiz Holanda como autor. De forma resumida, o artigo, que se trata do ponto de vista de Luiz Holanda, fala sobre a corrupção existente no país, e insinua que o FUNPRESP – Regime de Previdência Complementar do Servidor Público da União, que tem de ser votada pelo Senado, contribuirá para o aumento de corrupção, já que será criado um novo fundo. Luiz, enquanto disserta sobre sua opinião, fala que o PT “domina” sete dos dez maiores fundos de pensão existentes no Brasil, e aproveita para falar da BANCOOP numa analogia sem fundamentos concretos e verdadeiros. O líder do DEM na câmara, o deputado ACM Neto (BA), disse que seu partido fará obstrução para tentar impedir a votação.

As falhas justificativas de Luiz Holanda

O autor do artigo desqualifica a criação do FUNPRESP com a justificativa de que os R$ 20 bilhões que serão economizados, conforme dados do ministério da Fazenda, serão desviados por meio da corrupção. Vejam como Luiz embasa sua teoria:

 “Em depoimento sigiloso prestado à Procuradoria Geral da República, o corretor de câmbio Lúcio Funaro narrou como funcionava o esquema petista de arrecadação de propina. Esse personagem, em troca de perdão judicial para os seus crimes, entregou os nomes, valores, datas e documentos bancários que incriminavam muita gente graúda do partido. Em relato gravado, ele afirmou que a comissão para o partido era de 12%, paga pelos interessados em fazer negócios com os fundos de pensão de empresas estatais no mercado financeiro.”

A verdade sobre Funaro

O FIDC – Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios, regulamentado pela Instrução CVM 356, de 17/12/2001, e alterada pela Instrução CVM 393, de 22/7/2003. Seu objetivo era captar recursos e desta forma manter constante o ritmo das obras dos empreendimentos, já que no regime cooperativista não existe a possibilidade de financiamento bancário.

A PREVI, citada por Funaro, investiu R$ 5 milhões e resgatou R$ 7,8 milhões. O investimento foi feito dentro das condições técnicas adequadas. O Fundo da BANCOOP foi analisado pela “Standard & Poors” e classificado como investimento de baixo risco. As informações sobre o investimento foram disponibilizadas no site da PREVI.

Lúcio Funaro, em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito em 2010, NÃO apresentou documentos relacionados às acusações que fez contra a BANCOOP.

Luiz Holanda tentou recontar a história inventada pela revista VEJA. Conseguiu ser mais tendencioso e praticamente se igualou na falta de informações sobre as acusações e no excesso de fantasia.

Um pouquinho sobre Funaro

O dono de uma corretora é investigado em decorrência do inquérito do mensalão e CPI dos Correios. Responde por formação de quadrilha e a 33 crimes relacionados a lavagem de dinheiro.

Luiz Holanda e o “a imprensa também divulgou”

“A imprensa também divulgou que o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, concentrava suas ações e direcionava os investimentos de cinco fundos –Previ (Banco do Brasil), Funcef (Caixa Econômica), Núcleos (Nuclebrás) e Eletros (Eletrobrás) –cujos patrimônios, somados, chegam a 190 bilhões de reais.”

João Vaccari

João Vaccari Neto assumiu a presidência da BANCOOP em 2005 e é o grande responsável pela reestruturação da cooperativa. Segundo Pedro Dallari, advogado da BANCOOP, hoje a situação da cooperativa é normal. João Vaccari Neto, enquanto presidente teve suas contas aprovadas pelos cooperados e pela auditoria independente contratada a partir da indicação dos cooperados. Foi ele quem passou a realizar a cobrança do rateio final, que não era feita anteriormente. Os valores cobrados são resultados da apuração final dos custos, com base em documentos comprobatórios de receitas e de despesas. Perícias judiciais confirmaram o valor apurado. Vaccari celebrou acordo com o Ministério Público e também adotou as medidas apontadas pela auditoria contratada com o intuito de profissionalizar ainda mais sua gestão e os procedimentos utilizados.

Campanha eleitoral já começou

Luiz Holanda não explica absolutamente nada de suas insinuações e usa a BANCOOP como bode expiatório. Seu texto foi claramente escrito para denegrir a imagem do PT. Luiz Holanda tentar associar os fundos de pensão do país, ao partido (PT) da presidente Dilma, e assim, consequentemente, aos números dos casos de corrupção.

Muita criatividade usar a criação da FUNPRESP para falar da BANCOOP. Muito vergonhoso usar de mentiras para fazer campanha eleitoral antecipada.

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