Alckmin, o desacreditado. Matarazzo, o descontrolado. Soninha, a outra…

Posted on 30 de janeiro de 2012

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Pouco mais de uma semana após a contestada reintegração de posse em Pinheirinho, 7 mil desabrigados da favela de São José dos Campos permanecem à mercê da própria sorte, sem nenhuma medida solucionadora por parte dos governos do PSDB. Alckmin consolida sua imagem de governador desacreditado, Andrea Matarazzo tem ataque de nervos e Soninha Francine se firma como grande propagadora de mentiras.

Local onde estão os desalojados de Pinheirinho, cujo terreno foi devolvido ao mega especulador Naji Nahas

Ano eleitoral X Promessas

De acordo com a secretaria de Habitação do munícipio, a prefeitura de SJC já reservou um terreno para a construção de 1,1 mil moradias populares. Entretanto, o terreno é uma APP (área de preservação permanente), e está localizado num brejo. Outro ponto que gera dúvida é referente ao pagamento do “Aluguel Social”, no valor de R$ 500 reais. Há dois anos, o prefeito Eduardo Cury (PSDB) havia se negado a efetuar o pagamento do auxílio para as 240 famílias que se encontravam na mesma situação.  Segundo o governo estadual, o benefício será garantido as mais de mil famílias pelo período máximo de seis meses. Será?

A realidade dos desabrigados

As famílias estão amontoadas abrigadas em alojamentos, num famoso “tudo junto e misturado”. Dormem juntos, crianças, adultos e animais de estimação, num espaço que denota apenas a falta de dignidade do tratamento conferido pela prefeitura e governo do estado, ambos comandados pelo PSDB, aos desabrigados. Os ex-moradores de Pinheirinho, por todo histórico de vida, não acreditam que terão a situação resolvida. O sentimento é de desesperança.

Alckmin, o desacreditado

O coordenador estadual da Central de Movimentos Populares, Cosme Vitor, de São José dos Campos, desacredita que as casas serão entregues conforme prometido pelo governador Geraldo Alckmin. A estimativa é que se levem 72 anos para que seja resolvido o problema da demanda habitacional existente na cidade. São José dos Campos tem uma fila de espera de 28 mil famílias inscritas para recebimento da casa própria, e, as gestões tucanas tem construído cerca de 387 casas por ano. Com este cálculo, chega-se a uma espera em torno de mais de 7 décadas.

Matarazzo disse que manifestantes não tem noção do que é cidadania.

Matarazzo, o descontrolado

O secretário da Cultura do Estado de São Paulo, Andrea Matarazzo, discutiu (“apontou o dedo na cara”) com manifestantes do ato “Pró-Pinheirinho”, realizado neste sábado (28), em frente ao Museu da Arte Contemporânea (MAC-USP). O ato era mais um protesto contra a violência e terrorismo empregados durante a reintegração de posse no terreno do bairro de Pinheirinho. Em nota, distribuída pela assessoria de imprensa do secretário, Matarazzo disse que os manifestantes não têm a menor noção do que é cidadania.

Soninha, outra decepção…

Enquanto a relatora especial das Nações Unidas sobre o direito à moradia adequada , a urbanista brasileira,  Raquel Rolnik, apelava às autoridades para que fosse suspeita  a ordem de despejo e a operação da PM no local, Soninha Francine (PPS), causava revolta no twitter. A ex-vereadora de SP, em uma de suas tuítadas, chamou os desabrigados de “criminosos e oportunistas”.  A intenção de desmobilizar o movimento pró-pinheirinho e denegrir a imagem dos desabrigados gerou apenas repúdio contra ela mesma.

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Soninha Francine (PPS), pré candidata a prefeitura de São Paulo, cumpriu à risca os mandamentos da cartilha tucana

Juntando os três, não dá um…

72 anos de espera. Dedo na cara e tuitada do mais baixo nível. Sem falar na condução da reintegração de posse do melhor estilo hitleriano que massacrou os direitos humanos dos desabrigados de Pinheirinho. Alckmin, Matarazzo e Soninha Francine afirmaram mais uma vez que não respeitam os movimentos sociais. Também não se empenham em garantir o direito á habitação aos cidadãos, conforme prevê a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Cooperativismo, uma das soluções.

Novamente o cooperativismo se mostra como uma das soluções para se resolver o problema do déficit habitacional. São Paulo é o estado que tem o maior índice no Brasil. A BANCOOP – Cooperativa Habitacional do Estado de São Paulo, já entregou mais de 5 mil moradias aos trabalhadores do estado. Todas com preço de custo.

Falta vontade política por parte do governo tucano para resolver o problema habitacional de nosso estado.

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