João Vaccari Neto: O bode expiatório da vez

Posted on 3 de janeiro de 2012

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João Vaccari Neto. É este o nome mais citado no “Caso BANCOOP”. Infelizmente, as citações feitas acerca do nome do ex-presidente da cooperativa, que iniciou sua trajetória política no movimento sindical (foi tesoureiro do Sindicato dos Bancários e da CUT), não condizem com a realidade de sua gestão saneadora.

No ano de 2005, por meio de eleição, João Vaccari Neto assumiu a presidência da cooperativa e deu início a uma gestão pautada por novas práticas, e ruptura de métodos antigos. A nova direção contava também com Ana Maria Érnica, como diretora administrativo– financeira.

As medidas tomadas reestruturaram a cooperativa e deram continuidade à entrega das moradias. A gestão Vaccari por meio de suas ações, disseminou o real conceito do cooperativismo, onde todas as decisões tomadas devem almejar soluções coletivas que atendam o objetivo comum de todos, que é a casa própria.

Assim que assumiu a presidência da cooperativa, João Vaccari contratou uma auditoria independente para avaliar a situação financeira da mesma. A auditoria apontou os meios necessários para profissionalizar a gestão, com o uso de procedimentos financeiros, contábeis e administrativos mais eficazes.

 As ações tomadas foram embasadas nos resultados apontados, e no acordo feito com o Ministério Público:

  • Antes de qualquer coisa, realizou reuniões com os cooperados de cada um dos empreendimentos. Nessas reuniões, João Vaccari os informou da situação financeira da cooperativa e da necessidade do aporte adicional para que as obras pudessem ser concluídas. Os documentos (cronograma das obras, processos judiciais em andamento, fluxo de caixa e outros) foram colocados à disposição de quem quisesse fazer verificação dos mesmos. Para cada caso foi apresentada uma proposta específica;
  • Fez a cobrança do rateio final, cujo valor fora obtido na apuração final de custos que não vinha sendo realizada pela gestão anterior. A BANCOOP enviou um informativo a cada empreendimento, onde demonstrava os procedimentos adotados para a apuração destes valores;
  • Cada empreendimento passou a ter seu próprio caixa, medida essa conseguida graças à criação de contas bancárias e CNPJs individuais para cada empreendimento. Essas medidas além de facilitar a administração, facilitaram a fiscalização das transações efetuadas;
  • A BANCOOP passou a fazer compras apenas à vista;
  • Promoveu e incentivou à participação popular com a criação de novos mecanismos, como a revista anual Balanço Social e o Jornal mensal, que além apresentar aos cooperados os números do balanço e outros dados da cooperativa, apresentavam os resultados das assembleias;
  • Realizou reuniões técnicas e assembleias que possibilitaram o esclarecimento de dúvidas dos cooperados e, a opção por dar ou não continuidade às obras;
  • Criou os Conselhos Fiscais e de Obras para cada empreendimento, cuja escolha dos membros se dá por meio de eleição feita pelos próprios cooperados. Neles, os membros, passaram a acompanhar o andamento das obras, assim como as transações financeiras que eram efetuadas. Os cooperados passam a contar com um grande facilitador dos princípios seguidos pela BANCOOP e ampliaram o entendimento do funcionamento real do cooperativismo;
  • Passou a fazer divulgação das informações no site da BANCOOP;
  • Implantou a Central de Informações (CIN), criando outro canal de comunicação entre a BANCOOP e seus cooperados que podem tirar dúvidas e efetuar acordos dos saldos pendentes.

Alguns outros fatos, ocorridos durante o período em que João Vaccari esteve na presidência, merecem destaque:

  • Em 2007 a Justiça reafirmou o caráter cooperativista da BANCOOP.
  • Também em 2007,  a GAECO informou que não há indícios de crime organizado na BANCOOP.
  • No ano de 2009 o Conselho Nacional do Ministério Público recusou o pedido de intervenção na BANCOOP.
  • Das 5697 unidades entregues pelas BANCOOP, 1048 foram entregues em 2005, ou seja, na gestão de Vaccari.
  • Os relatórios da diretoria, assim como os balanços contábeis e fiscais dos anos de 2005, 2006, 2007,2008 realizados pela auditoria independente feita pela empresa Terco Grant Thornton, foram aprovados durante a Assembleia Geral Ordinária realizada em 2009. Em suma, os cooperados aprovaram a gestão de João Vaccari Neto.
Trecho da Revista Balanço Social de 2009. Conselho fiscal aprova as demonstrações contábeis da BANCOOP.

Da Bancoop para o PT, era o que precisavam!

 João Vaccari Neto permaneceu na presidência da BANCOOP até março de 2010, momento em que se desligou da cooperativa para assumir funções como Secretário de Finanças e Planejamento do PT nas eleições para presidência do Brasil. E, esta foi a grande justificativa encontrada por inimigos políticos para que João Vaccari Neto passasse a sofrer infundadas acusações e “ganhasse” um notável espaço em alguns veículos de comunicação. Tudo se tratou de uma grande articulação com finalidades políticas que beneficiaram o PSDB na última eleição à presidência. João Vaccari Neto nada foi além do escolhido para desempenhar o triste papel de “bode expiatório”.

 João Vaccari Neto sempre esteve à disposição da imprensa e da Justiça para prestar esclarecimentos. Nunca quiseram ouvi-lo, só fizeram atacá-lo. No ano de 2010, o mesmo prestou depoimento por cerca de quatro horas na CPI que foi aberta mesmo com a existência do Acordo Judicial em Ação Civil Pública celebrado entre a BANCOOP e o MP.

Vejamos a seguir, trechos de uma nota enviada por João Vaccari Neto à imprensa:

 “Em relação à investigação envolvendo a BANCOOP, sempre nos colocamos à disposição das autoridades, agindo com total transparência, disponibilizando documentos e fazendo os esclarecimentos necessários à Promotoria e aos cooperados. Repudio o tipo de jornalismo antiético praticado por Veja, que diz ter passado seis meses “investigando” o caso e em nenhum momento procurou ouvir a mim ou a BANCOOP.”

No dia 10 de março de 2010, Gilmar Carneiro, ex-presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo divulgou um manifesto a favor de João Vaccari Neto:

Não se pode permitir esta absurda inversão de papeis. João Vaccari Neto foi o grande responsável pela reestruturação da BANCOOP. Sua missão, assim como a da cooperativa, sempre foi garantir ao trabalhador o acesso à casa própria sem burocracia e a preço de custo.

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