Gestão saneadora foi transformada em factoide eleitoral

Posted on 7 de dezembro de 2011

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Podemos dizer que um dos grandes avanços da humanidade se deu com a evolução das moradias,  deram origem a formação de cidades, e por seguinte, aos grandes centros urbanos. Quando relembramos a história do Brasil, percebemos que desde os primórdios o homem tinha a necessidade de possuir um lugar para morar. Os primatas, ou homens da caverna, encontraram dentro de “buracos em pedras”, um lugar para viver em família. Os indígenas constituíram as ocas para viver em sociedade, e assim por diante.

Hoje, mesmo com toda a evolução da espécie ao longo de milhares de anos, vemos que algumas das nuances do comportamento humano não se modificaram. O homem, independente de sua classe socioeconômica, credo, orientação sexual ou raça, ainda tem, como um de seus principais sonhos e objetivos, a aquisição da casa própria.

O significado da casa própria vai muito além de uma aquisição material. Representa a concretização do sonho de se poder viver em família. Ter uma casa significa estabelecer laços de convivência, por meio de um espaço que vai oferecer segurança, conforto, tranquilidade, descanso, privacidade e muitos outros bens intangíveis.

Na década de 90 passamos por um período um tanto quanto conturbado. Foram anos de instabilidade econômica, marcados pelo confisco de poupanças pelo presidente Collor. O movimento “Caras Pintadas” ocasionou o primeiro impeachment de um presidente na história de nosso país. A inflação e os juros nas alturas, a dificuldade em se obter crédito no mercado, os preços elevados e outros tantos entraves burocráticos, só tornavam mais distante o sonho de muitos trabalhadores: A casa própria.

Com este cenário, no ano de 1996, militantes do Sindicato dos Bancários percebem a grande demanda por moradias e criam a BANCOOP (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo). Desde então, a BANCOOP adota como missão, proporcionar ao trabalhador o acesso à casa própria, com preço de custo, pagamento facilitado e sem burocracia. Atualmente, podemos considerar a BANCOOP uma das maiores cooperativas do Brasil, responsável pela entrega de mais de cinco mil moradias.

Quando contamos a história da BANCOOP, por meio de uma linha do tempo, fica evidente o sucesso da cooperativa. Mas, alguns acontecimentos trágicos e inesperados, marcaram sua história nesses 15 anos.

Se o ano de 1999 é lembrado pela alegria de se entregar as primeiras unidades, um dos mais marcantes, e também mais tristes, foi o ano de 2004. Estamos falando da morte do então presidente da cooperativa, Luiz Malheiros, vítima de um acidente de carro no dia 14 de novembro de 2004, no munícipio de Petrolina (PE).

Em 2005, João Vaccari Neto assumiu a presidência da BANCOOP. Ao iniciar sua gestão, Vaccari tem conhecimento que a saúde financeira da cooperativa é complexa. As finanças das seccionais estavam com o saldo negativo. Como a gestão anterior não fazia a apuração de custo final dos empreendimentos, o rateio final não era realizado entre os cooperados.

O “rateio final” é uma prática legal, mesmo porque os projetos são feitos com base em valores de estimativa, como se trata de estimativa, pode haver alteração para mais pelos mais diversos fatores.  Usavam os valores dos empreendimentos mais recentes para finalizar as obras mais antigas (aquelas que não tiveram a cobrança do rateio final conforme prevê o cooperativismo). Assim, a arrecadação final não era o suficiente para cobrir todas as despesas geradas para a construção dos imóveis. É algo costumeiro no ramo das construções, orçar um determinado valor e ver que no final da obra o gasto foi superior. Isso ocorre quando vamos construir nossa casa ou até mesmo numa reforma, temos que arcar com a diferença entre o valor orçado e o gasto total. Infelizmente, uma minoria dos cooperados não concordou em arcar com o rateio final.

Em suma, alguns cooperados deixaram de pagar seus valores pendentes, valores que são necessários para conclusão das obras de outros cooperados que já quitaram seus débitos e aguardam o recebimento de seus imóveis.

Não podemos esquecer que se trata de um sistema cooperativista, e, que as ações tomadas de forma conjunta ou individual, determinam o futuro de todos os cooperados, seja de forma positiva ou negativa.

É a partir deste momento que o PSDB de José Serra, apoiado pelo promotor José Carlos Blat e a mídia, criam um factoide de grandes proporções e efeitos colaterais, onde, tentam a todo custo, transformar uma gestão corretiva numa grande caixa preta. Só esqueceram que nesta história os mais prejudicados seriam os cooperados.

Vejamos que estes acontecimentos nada têm a ver com “Organização criminosa que arrecada fundos para o caixa dois do PT”, se tratando apenas de má gestão de recursos, posteriormente corrigida na gestão de João Vaccari (detalharemos em outros posts as tais ações).

Intriga entretanto, a imprensa jamais ter noticiado que hoje o cenário da BANCOOP é de boa gestão, solvência , acordos sendo firmados e sem dívidas, e que a gestão João Vaccari foi responsável pelo maior número de entrega de imóveis: 1312 ou 23% das unidades já entregues, ou que as matérias publicadas pela revista Veja, jamais tenham seguido os princípios básicos do bom jornalismo, apurar bem e ouvir todos os lados.

Finalizamos deixando uma pergunta no ar: Quais as políticas públicas habitacionais foram feitas nesses mais de 16 anos de governo do PSDB? Alguém aí se lembra da “Máfia das Casinhas” ?

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